Preciso, devo, quero voltar ao Blog.
Preciso porque não vou sossegar minha consciência se abandonar assim.
Devo porque me propus fazer este relato, comentei com pessoas, seria falta de coragem simplemente parar.
Quero porque me faz bem fazer isto. Faz bem pro meu ego, é algo que vou deixar pros meus filhos, não importa que eles nunca acessem, o registro estará aqui.
Mas é uma tarefa pra mim! cheguei ao item "minha mãe". Foi fluido, fácil, falar de pessoas mais distantes, não tão visceralmente ligadas. Mas a mãe da gente! Com todas as implicações de relacionamentos, disparidades de anseios e opiniões, comparações e disputas, embates de gerações, e aquele amor, tão intenso e inato, natural, indiscutível.
E ela, minha mãe, era uma pessoa tão especial! Nem sei por onde começar.
Quero poder retratá-la. Ela não precisa de fotoshop, nem seria o caso de eu usar artifícios para torná-la mais bonita, ou amável ou boa. Só peço a Deus a lucidez e a competência de dizer verdades desapaixonadamente, mas com vigor e isenção.
Ai, sei lá, só poder abrir meu coração, falar de coisas boas e ruins, bons tempos e crises, vida real.
Gostaria de contar sobre ela de um jeito que as pessoas que lessem, se a conheceram, reconhecessem. E as que não tiveram esse privilégio pudessem ter uma idéia verdadeira da criatura completa e complexa que foi a AIDA POCHINI PRADO.
sábado, 10 de março de 2012
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Um comentário:
Mãe eu leio cada ponto que você escreve. Isso mesmo, não pare!
Pili
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