domingo, 7 de junho de 2015

ALGUNS ESCLARECIMENTOS



É preciso que os leitores destes textos tenham em mente que os fatos relatados são fruto de lembranças remotas de conversas antigas, sem nenhum registro.

É claro que eu adoraria saber o sobrenome de minha avó biológica Maria Osória, saber o nome de seu finado marido, pai de meu pai.  Mas não sei.

Penso que não seja hábito das famílias contarem pros seus filhos sobre o passado dos pais, avós e demais parentes mais velhos.  Na minha casa nunca (ou quase nunca) se conversava sobre isso.

Os três irmãos mais velhos eram homens, menos dados a parar para conversar e ouvir seus pais, e,  ademais, só um sobrevive até hoje, o Sérgio; Heitor e Luciano já morreram.   Minha irmã mais velha, Madra  - Maria Helena, morreu há muitos anos e não pode me ajudar nesta tarefa, e  eu acredito que ela saberia mais coisas a respeito destes fatos.

Então, compreendam que não forneço detalhes porque não os tenho.

Grande parte do meu desejo de registrar tudo aqui é a vontade de que não se perca o pouco que sei sobre meus antepassados, pessoas tão próximas, importantes na minha vida e na vida da família, mas que correm o risco de serem esquecidas e, considerando-se o tempo de cada geração, é muito pouco o que passou, ainda há fotos, anotações, um ou outro documento, uma cadernetinha de endereços......... e muitas, muitas lembranças na memória dos que ficam.

sábado, 6 de junho de 2015

DE VOLTA PARA O PASSADO





Após o registro dos trinetos dos meus pais, todos nascidos no Século XXI, vamos voltar no tempo para o ano de 1898, isso mesmo:  SÉCULO DEZENOVE!

Era na zona rural da cidade de Orlândia - SP.  Maria Osória já tinha um filho de cerca de 2 anos, João, e estava novamente grávida quando seu marido morreu.  Depois de uns meses ela deu à luz outro menino, chamado Domingos.  Imagino que sua situação tenha ficado difícil, viúva jovem com dois filhos pequenos.

Minha avó, Maria Osória, estava amamentando o pequeno Domingos quando apareceu um pretendente à sua mão, Joaquim Henrique.  Mariana, uma tia de Maria Osória, ponderou com ela que não ficava bem amamentar uma criança e receber um namorado, e sugeriu:
- deixe-me levar esse bebê para minha casa em Rio Preto, cuido dele até que você se case novamente e normalize sua vida.

Mariana Aurora era uma mulher muito caridosa, tinha experiência em cuidar de crianças embora nunca tivesse tido um filho seu.  Casada com Evaristo Ferreira, sempre se dispunham a acolher crianças e adolescentes abandonadas ou com problemas de família, e as tratavam com amor e carinho até que se encaminhassem na vida.  Ela era uma ótima costureira, então ensinava a profissão para as meninas que recolhia, dava-lhes tudo que necessitassem.  Parece-me que chegou a acolher, no decorrer de sua vida, cerca de 20 pessoas carentes.  Uma vez chegaram a acudir  um homem machucado caído na rua, levaram-no e trataram dele em sua própria casa  até que se restabelecesse e pudesse seguir seu caminho.

Se faziam isso com filhos de estranhos, com mais ternura e prazer fariam para uma sobrinha.  E esse arranjo foi oficializado.  Mariana e Evaristo levaram o bebê Domingos para Rio Preto e ficaram tomando conta dele.  É claro que se afeiçoaram à criança  - e ela a eles.

 Maria Osória deve ter demorado mais do que o esperado para se acertar com o novo marido, e passou-se um tempo antes de ela pedir à tia Mariana que lhe devolvesse o filho.  Talvez ela tenha engravidado de novo e a situação ficou complicada, o certo é que Mariana foi protelando a devolução do menino, por um motivo ou outro, e os anos se passaram.  Daí a própria criança já não queria se separar do casal com quem estava desde muito novinho, e isso passou a ser mais um fator dificultador.  Até que, quando ele já estava com sete anos completos, Maria Osória bateu o pé e firmou posição com a tia:  queria seu filho Domingos de volta.

Para Mariana e Evaristo deve ter sido uma dor enorme essa separação, mas levaram o garoto Domingos para viver na fazenda com sua mãe, padrasto e irmãos.  Obviamente foi muito difícil para a criança, imaginem o que terá sido deixar os "pais", sua casa na cidade, a condição de "filho único" com todas as atenções para si, e ir para outro local, uma fazenda, com pessoas que lhe eram praticamente estranhas!

Acredito que todos tenham se esforçado para que tudo desse certo, e dois anos se passaram; mas um dia Mariana com surpresa viu chegar, sozinho em Rio Preto, o querido Domingos, que fugiu da casa da mãe e conseguiu, sabe-se lá como, com apenas 9 anos de idade, alcançar seu objetivo de voltar para o lugar onde queria viver.

A própria Maria Osória acabou concordando que seu filho estava mais feliz lá, e permitiu que ele ficasse com sua tia.  Pode ser que esperasse que, mais tarde, ele mudasse de idéia e quisesse viver com ela, mas isso nunca aconteceu.  É provável que durante sua infância ele e a mãe se vissem com frequência, até porque havia um irmão, João, com quem ele nunca chegou a conviver mesmo.  Com o passar dos anos, entretanto, houve um efetivo distanciamento, Maria Osória com sua vida atribulada, deve ter tido novos vários filhos, Domingos chegou à adolescência e, certamente, outros interesses  o prendiam a Rio Preto.

E foi assim que Mariana, a tia da minha avó biológica, se tornou para mim e para nós todos, os oito filhos de meus pais, a Vó Mariana e, por conseguinte, seu marido o Vô Evaristo.  Ele eu não cheguei a conhecer, mas ela sim.  Eu me lembro dela, de sua figura alta e magra, completamente diferente da Vó Tudinha, mãe da minha mãe, que era baixinha e cheiota de corpo.  Vó Mariana deve ter morrido por volta de 1949/50, lembro da casa onde vivíamos nesse tempo, do quarto onde ela dormia,bem na frente da casa,  e eu era bem nova, com 5 anos aproximadamente.  Vó Mariana morreu bem velha, acho que com quase 90 anos.

quinta-feira, 14 de maio de 2015

MAIS UMA TRINETA


Esta já nasceu em 2015.  Em 8.4.2015, às 18;40 h,  em São José do Rio Preto - SP, no Hospital Beneficência Portuguesa, pesando 2.470 k e com 45 cm.

Sou tia-bisavó pela quarta vez!  seja bem vinda, PIETRA RIBEIRO TRICCA, vi suas fotos, dá vontade de chorar de emoção com sua lindeza........  Espero poder logo conhecer essa turminha de trinetos de meus pais, ainda não vi pessoalmente nenhum deles, precisamos dar um jeito de reunir a família para que nós, mais velhos, possamos ter a alegria de nos renovarmos com esses novíssimos representantes da Geração Prado.

É também bisneta do meu falecido irmão Heitor Benedicto Prado, terceiro filho dos meus pais, nascido em São José do Rio Preto - SP,  e de Alice Silva, nascida em Penápolis - SP.

Os felizes papais da Pietra são:
Diego Mardegan Tricca, nascido em São Paulo - Capital em 26.01.1982 e minha sobrinha-neta
Juliana Prado Ribeiro Tricca, nascida em Araçatuba - SP em 27.07.1984.
Ambos se casaram em Rio Preto em 30.07.2011, quando Juliana acrescentou Tricca ao seu sobrenome (faço constar aqui, com orgulho, que fui uma das Madrinhas dela juntamente com meu irmão mais velho, Sérgio Emílio Prado).

São avós paternos:
Luis Mauro Rodrigues Tricca -  e
Carmen Silvia Mardegan Tricca - ambos de Catanduva - SP

Avós maternos:
Minha sobrinha Renata Cristina Prado, nascida em São Paulo - Capital, e
Antonio José Gracino Ribeiro, de Penápolis - SP


Não tenho notícia, até o momento, de que novos trinetos estão sendo esperados!   Mas, numa família tão grande.....................  quem sabe?