quarta-feira, 25 de novembro de 2009

HEITOR BENEDICTO PRADO

vadasHoje só quero fazer o registro da morte do meu irmão Heitor, cujo coração parou de bater ontem, 24.11.2009. Era o terceiro filho de meus pais, eu sou a sétima. Tinha 78 anos de idade.
Foi enterrado no Cemitério do Araçá, em São Paulo.
Minha filha Silvinha escreveu ontem uma homenagem a ele em seu blog, se alguém quiser ver vá lá:
ia-vinha.blogspot.com

Toda a família está triste, vamos sentir saudade.


Abaixo transcrevo o e-mail que minha sobrinha Márcia Regina, filha de minha irmã Beatriz e de seu marido Fernando Credidio, escreveu para nós irmãs de Heitor e para sua filhas Ana Paula e Renata:


"Queridas primas e tias
Gostaria de dar um beijo especial em vocês, filhas e irmãs do ilustre Totó.
Um tio presente, querido e sempre atencioso.
Conhecido, tido e havido como uma pessoa justa, dificil e adorável.
Eu só conheci o lado bom, generoso, alegre e brincalhão, irreverente, questionador.
NUNCA vi este homem de mal humor, agressivo, mal educado ou bravo.
Nas visitas que fiz no hospital e na casa de saúde, senti como ele gostava de mim e da minha família.
Não queria mais um dia de sofrimento para ele. Acho que uma turma enorme foi recebê-lo, e agora para ele, de verdade vai começar a festa!!!!
Fui ao centro hoje a noite, coloquei o nome dele.Vou continuar vibrando e rezando para que encontre o descanso e o caminho logo até a tão esperada paz.
Espero que tenham compreendido minha ausência.Embora tenha passado literalmente na porta ás 7 horas da manhã, não sabia que já estava lá.
Mas soube que foi um mal entendido, e realmente entendo que nestas horas acontecem coisas que em outras circunstâncias não aconteceriam.
Um beijo e força para vocês
Marcia, Marco e Gustavo

Tia Silvia:
Por favor , encaminhe para Renata e Ana, pois não consigo acessar minha lista de contatos no momento.
Obrigada
Marcia"



Transcrevo também o e-mail que meu filho Plinio César Prado Bolognani, que mora no Rio de Janeiro, escreveu para se desculpar por sua ausência ao velório, e também minha resposta a ele, no mesmo e-mail.

"Queridos Familiares.

Queria dizer que sentí muito não conseguir dizer o meu "tchau" para o tio Heitor.
Eu sou muito grato a ele por muita coisa que ele sempre fez questão de fazer por mim.
Ele, quando eu nasci, fez uma poupancinha em meu nome, sempre esteve por perto, sempre se preocupou demais comigo.
Fiquei muito emocionado quando, no finzinho da vida, ele se mostrava muito interessado no meu casamento, de como seria. Tenho certeza que se ele tivesse o minimo de condições, ele teria vindo.

Tio Heitor que deixará muita saudade. Principalmente para mim. "



Minha resposta:

"É, querido, além da poupança, quando você nasceu ele fez também uma poesia para você, tenho guardada até hoje na sua pastinha de arquivo, vou enviar para você; está manuscrita por ele.

beijos,
Mamãe"


Cito essas coisas que foram escritas a respeito do Heitor, quando de sua morte, para deixar
registradas aqui algumas lembranças dos sobrinhos sobre ele. Eu não pretendo, neste blog, falar de meus contemporâneos da família, mas acredito que estas opiniões dos sobrinhos devem ser preser.

terça-feira, 10 de novembro de 2009

DEFEITOS DO GINO

Agora em outubro de 2009, minha irmã Suzana, a querida Suzy, como a chamamos, veio passar uns dias comigo aqui em São Vicente, para terminarmos nossos preparativos pessoais para irmos ao Rio de Janeiro assistir - e participar - do grande evento da família (pelo menos da parte da familia que fica bem próxima a mim), que foi o casamento de meu filho caçula Plínio com a carioca Karin. A festa aconteceu em 1.11.2009, comovente e maravilhosa, na Quinta do Chapecó, que fica no Alto da Boa Vista na Cidade Maravilhosa. Momento de chegada de novos integrantes para a família, pessoas que cruzam os caminhos dos personagens desta história e que passam a fazer parte da nossa vida. Não vou falar desse feliz acontecimento aqui, não é esse o intuito deste blog, só fica o registro.

Mencionei a vinda da Suzy para cá para contar algumas coisas que ela lembrou ter ouvido da Vó Tudinha e que eu não sabia.

Como marido, Gino não era muito fácil, não. Teve "casos" amorosos, era genioso no trato com sua mulher. Por exemplo, exigia que todos os mais de cem colarinhos que tinha para uso nas camisas estivem passados e engomados na gaveta; quando cismava, contava os colarinhos ali guardados, e se não estivessem todos, se um sequer estivesse faltando, jogava-os no chão e os pisoteava para que ela, Vó Tudinha, os lavasse e passasse novamente. Ela contava que sofreu na mão dele, por coisas assim. Pobrezinha, imagino que submissão se esperava dela naquela época, ainda mais em se considerando que ele era um homem mais estudado e ela muito mais ignorante, ingênua, provavelmente sem nenhum prazer com ele, sem nenhuma intimidade verdadeira. Se nos dias de hoje ainda se espera muito respeito e aceitação por parte da mulher em um casamento, em relação ao seu marido, que dirá naqueles idos de 1800/1900!

Claro que não me cabe - e nem tenho a menor pretensão - de fazer qualquer espécie de julgamento aqui. Apenas quero deixar anotadas as coisas que ouvi, para que se possa ter, dentro das restrições existente, a mais clara idéia possível de como eram as pessoas mencionadas. Assim como falei com tanta admiração de Gino Pochini, também aqui ficam ditos os seus defeitos ou pecados. O ser-humano Gino Pochini.

DÚVIDAS DE LOGÍSTICA

Hoje é dia 10.11.2009, e acrescentei registros a uma postagem bem antiga deste Blog, lá no início, postagem chamada "Voltando às Origens".

Acontece que estou em dúvida sobre como devo fazer eventuais registros de coisas que fico sabendo a posteriori. Como estou escrevendo este Blog, volta e meia esse assunto surge com meus familiares, e eles me contam algum detalhe sobre alguém que já retratei, o qual considero relevante e quero registrar; por duas vezes já voltei às postagens antigas e acrescentei coisas, mas estou achando que isto está ficando muito cansativo pois se repete a cada pouco.

Penso que vou ter que fazer diferente: talvez postagens que sejam marcadas como devendo se reportar a alguma outra anterior, e vamos seguir em frente. Assim, meus eventuais leitores não terão que ficar voltando a textos já lidos, para ver modificações.

Veremos se vai dar certo. Por favor, desculpem minhas faltas nesse sentido, não estou compilando dados de nenhum lugar, ordenadamente, mas simples e despretensiosamente, anotando lembranças conforme elas me venham à memória ou me sejam mencionadas por alguém.