Agora em outubro de 2009, minha irmã Suzana, a querida Suzy, como a chamamos, veio passar uns dias comigo aqui em São Vicente, para terminarmos nossos preparativos pessoais para irmos ao Rio de Janeiro assistir - e participar - do grande evento da família (pelo menos da parte da familia que fica bem próxima a mim), que foi o casamento de meu filho caçula Plínio com a carioca Karin. A festa aconteceu em 1.11.2009, comovente e maravilhosa, na Quinta do Chapecó, que fica no Alto da Boa Vista na Cidade Maravilhosa. Momento de chegada de novos integrantes para a família, pessoas que cruzam os caminhos dos personagens desta história e que passam a fazer parte da nossa vida. Não vou falar desse feliz acontecimento aqui, não é esse o intuito deste blog, só fica o registro.
Mencionei a vinda da Suzy para cá para contar algumas coisas que ela lembrou ter ouvido da Vó Tudinha e que eu não sabia.
Como marido, Gino não era muito fácil, não. Teve "casos" amorosos, era genioso no trato com sua mulher. Por exemplo, exigia que todos os mais de cem colarinhos que tinha para uso nas camisas estivem passados e engomados na gaveta; quando cismava, contava os colarinhos ali guardados, e se não estivessem todos, se um sequer estivesse faltando, jogava-os no chão e os pisoteava para que ela, Vó Tudinha, os lavasse e passasse novamente. Ela contava que sofreu na mão dele, por coisas assim. Pobrezinha, imagino que submissão se esperava dela naquela época, ainda mais em se considerando que ele era um homem mais estudado e ela muito mais ignorante, ingênua, provavelmente sem nenhum prazer com ele, sem nenhuma intimidade verdadeira. Se nos dias de hoje ainda se espera muito respeito e aceitação por parte da mulher em um casamento, em relação ao seu marido, que dirá naqueles idos de 1800/1900!
Claro que não me cabe - e nem tenho a menor pretensão - de fazer qualquer espécie de julgamento aqui. Apenas quero deixar anotadas as coisas que ouvi, para que se possa ter, dentro das restrições existente, a mais clara idéia possível de como eram as pessoas mencionadas. Assim como falei com tanta admiração de Gino Pochini, também aqui ficam ditos os seus defeitos ou pecados. O ser-humano Gino Pochini.
terça-feira, 10 de novembro de 2009
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