sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

AÍDA MOÇA

As moças casavam-se cedo, bem jovens, naquele tempo.

Sua irmã Isolina casou-se ainda mais cedo do que o normal, aos 15 anos, Aída então teria apenas 13 anos nessa ocasião.

Acredito que sua irmã mais velha, Leonilda, também tenha casado perto dos 18 anos.  Assim, os dois enlaces das primeiras filhas devem ter acontecido quase que simultaneamente.

As duas irmãs casaram-se com profissionais de Cartório.  Tio Júlio, marido da Tia Lina, era, como já mencionei, um viúvo aparentado da família Ramalho.  Fico imaginando que o marido da Tia Nilda, Tio Firmo, talvez tenha sido apresentado por Tio Júlio, já que trabalhava no Cartório, mas isso são suposições minhas. 

E também é possível que o futuro pretendente da mão de minha mãe tenha sido apresentado a ela por sua irmã.  Ele também era Escrevente de Cartório.

Ouvi contar uma vez que a Aída foi de Araraquara para Rio Preto de trem, para encontrar o namorado, Domingos Prado,  na casa da Nilda em Rio Preto.  Ele viria a se tornar seu marido e pai de seus oito filhos.

Eles se casaram em 5 de maio de 1926, ela estava com 18 anos e ele, com 28.

Minha mãe mencionou uma vez que sua mãe, a Vovó Tudinha, queria postergar a data do casamento porque estavam de luto uma vez que havia morrido a sua mãe, Olímpia Augusta, mas meu pai, Domingos Prado, não aceitou a mudança, disse que já estava tudo programado, que fariam uma cerimônia simples e não era o caso de mudar a data.

E assim se fez, casaram-se.  E foram viver em São José do Rio Preto, onde meu pai trabalhava.

Tiveram 8 filhos dessa união, o primeiro deles nascido em 7 de fevereiro de 1927, nove meses e dois dias
após o casamento.

Ficaram casados até novembro de 1958, quando ele morreu e a deixou viúva, como também já tinham ficado viúvas as suas duas irmãs mais velhas.