sexta-feira, 8 de abril de 2016

BEATRIZ REGINA PRADO CREDIDIO  -  30.04.1938 - 30.12.2015


Esperei passar um pouco de tempo para tentar assimilar o golpe dessa perda antes de deixar registrado aqui.  Foi tudo tão rápido e imprevisível que nos deixou atônitos, a família não esperava essa morte agora.

Mas agora me imponho fazer o relato.

Beatriz Regina, a Tite, a Bia, era o sexto filho de meus pais, Aída Pochini Prado e Domingos Prado, a terceira das mulheres.  Como todos nós, nasceu em São José do Rio Preto - SP, era afilhada do casal amigo de meus pais Annunciata  (Nuncia) Bonfá e Italo Bonfá.

Estudou inicialmente em Rio Preto, continuou uns anos em Nova Aliança  - para lá nos mudamos por uns tempos antes de virmos para São Paulo;  na  Capital fez a Escola Técnica de Comércio Álvares Penteado.

Em 8.12.1962 casou-se com Fernando Credidio, filho de Margarida e Antônio Credidio, com quem estava casada até a data de sua morte.  Ficaram juntos toda uma vida, eram o único casal da família que ainda permanecia casado, todos os outros enviuvaram ou se separaram.  Tiveram três filhos, Maria Cristina, nascida em 19.09.1963, Márcia Regina, de  14.06.1965 e José Fernando, nascido em 04.02.1970.

Em agosto de 1997 o casal Beatriz e Fernando enfrentou  uma terrível perda:  morreu de câncer sua filha mais velha, com apenas 33 anos de idade, deixando dois filhos pequenos que ela e seu marido Cláudio Câmara haviam tido.  Nunca mais Beatriz e Fernando voltaram a ter a mesma alegria de antes, mas superaram como superavam tudo juntos, por amor aos filhos que ficaram e aos netos.

Deixa os netos: Bruna Credidio Camara, de 20.02.1989 e Rafael Credidio Camara, de 03.03.1994.
Gustavo Credidio Gonzaga, de 12.11.1994, filho de Márcia e Marco Antônio Gonzaga.
E dois filhos de José Fernando e Flávia Sanseverino Credidio, Juliana, de 05.10.2004, e Mauricio, de 12.08.2008.

Uma avó adorada pelos netos, ela tinha verdadeira paixão por todos eles;  e era amorosíssima com todas as crianças da família, com as quais mantinha contato sempre que podia, tratava-os como se fossem todos adultos, e eles amavam isso, conversavam muito com ela.

Tinha um humor incrível, diferente, surpreendente.

Era também minha comadre, ela e Fernando foram padrinhos de batismo do meu filho Plínio.

Na família tinha "fama" de ter facilidade de contato direto com os anjos e santos, tudo que precisávamos conseguir de graça dos céus pedíamos a ela que rezasse por nós e, com raras exceções, os milagres aconteciam.

Desde mocinha sofreu de  reumatismo, sempre com muitas dores, mas a causa de sua morte foi um câncer de pâncreas que, quando  descoberto, já estava com diversas metástases e em fase terminal;  ficou hospitalizada apenas uns poucos dias.

Deixa muita saudade, minha irmã.  Foi bem inesperada sua morte pois nem sabíamos que estava tão doente.  Só nos consola saber que ela não permaneceu muito tempo em sofrimento pela doença.