terça-feira, 14 de agosto de 2012

A CAÇULA - TERCEIRA E ÚLTIMA FILHA


Não tenho certeza, aparentemente meu avô Gino era professor da Escola Dante Alighieri em Campinas - SP, então a familia estava morando  nessa cidade  naquele ano de 1908.  Eram:  o pai, Gino Pochini, nascido em Firenze em 26.08.1875;  a mãe, Gertrudes Ramalho Pochini, 14 anos mais nova que ele, nascida em Araraquara - SP em 27.01.1889, e as duas primeiras filhas, Leonilda e Isolina.

Em tempo:  posteriormente à minha postagem sobre a Vovó Tudinha, a Gertrudes acima, encontrei junto aos papeis do Cemitério do Araçá, onde a familia tem um túmulo, o Título de Eleitor dela, então soube ao certo a data e local de nascimento, e também o nome dos seus pais:  Francisco Antonio Ramalho e Olimpia Augusta Ramalho.

E aí, no dia 16 de agosto, ou seja, dez dias antes do trigésimo terceiro aniversário de seu pai, nasceu a minha mãe, AÍDA POCHINI - depois AÍDA POCHINI PRADO.

Como já mencionei antes, no post que falava do meu avô Gino, ela se chamaria Olímpia como sua avó, mãe da Gertrudes;  mas o pai, que era Maestro, apaixonado por música aquele italiano, foi registrar a garota num Cartório próximo ao Teatro Carlos Gomes em Campinas, onde estava sendo ensaiada a Ópera Aida, de Verdi.  Ficou ouvindo embevecido e, quando o Escrevente perguntou o nome da menina, respondeu "Aida!", e assim foi registrada.

Imagino a briga que haveria entre o casal nos dias de hoje!  mas eram tempos de total submissão da mulher ao marido e acredito que, após a surpresa, a esposa aceitou o nome da filha como aceitava todas as coisas de sua vida.

Desconheço o tempo que a familia Ramalho Pochini permaneceu em Campinas, mas faço algumas deduções:  
-  Gino morreu quando Aída tinha 8 anos, em 1916 ou início de 1917;
-  a familia viveu os últimos anos de vida dele em Araraquara, onde ele tinha uma escola  - existe uma foto
   da minha mãe na sala de aula, ela deveria ter uns 6, 7 anos.
-  ele foi conceituado em Araraquara a ponto de haver, como já contei antes, uma rua nessa Cidade com
   seu nome.
Acredito, por isso, que eles não tenham permanecido muito tempo em Campinas, e tenham se mudado para Araraquara.

Como seu pai morreu quando minha mãe era bem pequena, 8 anos apenas, creio que ela tenha tido bem poucas lembranças da vida cotidiana com ele, até mesmo porque ele era uma pessoa de gênio difícil, bravo com a mulher, sabemos lá as dificuldades de saúde que passava a ponto de vir a morrer com problemas de fígado, ainda jovem, o que deveria interferir grandemente em seu humor. 

Ela contou que, como bom italiano, ele bebia vinho, e dava para as filhas os pedacinhos de pão embebidos na bebida, ou fazia sangria com água e açúcar com o vinho, e ela se lembrava disso com alegria a respeito desses momentos com o pai.

E esse foi o início da vida da minha mãe.

Nenhum comentário: